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segunda-feira, 11 de julho de 2011

antônio josé


Recentemente parei pra pensar em qual seria o nome do Tom Zé. A primeira suposição - que se confirmou certa - foi que é Antônio José.
Antônio José, mesmo nome do "Judeu", autor brasileiro do século XVIII, mas mais conhecido em Portugal, até porque foi lá que ele viveu a maior parte da vida.
Autor de Guerras de Alecrim e Manjerona, o judeu morreu queimado na fogueira (santa inquisição!). É uma leitura interessante, principalmente pros interessados em teatro.
Me passou pela mente agora colocar aqui meu trabalho sobre o judeu. Vou fazer isso! Mas no próximo post. Esse post aqui é sobre o outro Antônio José.

Na verdade só quero postar um pedacinho de uma música - uma dentre tantas geniais!
A música em questão é O Amor é um Rock, que é bem boa toda ela, mas tem uma parte que talvez se possa chamar de sublime no sentido que a palavra é usada por Longino no seu Tratado do Sublime.
A referência pode ser ignorada, ou pesquisada, se assim se quiser. Não estou com vontade de falar sobre isso agora...
Mas enfim, sublime não a letra, mas o conjunto letra e melodia, a parte se destaca na música com uma simplicidade que é bonita por demais!
Sem mais delongas, colo aqui em baixo o trecho em questão e convido quem por ventura vier a ler isso a escutar a música.

Meu primeiro amor
Foi como uma flor
Que desabrochou
E logo morreu.
Nesta solidão,
Sem ter alegria
O que me alivia
São meus tristes ais.

São prantos de dor
Que dos olhos saem
Pois que eu bem sei
Quem eu tanto amei
Não verei jamais.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

30

Teatro perde Nelson Rodrigues

O teatro brasileiro perdeu ontem um de seus mais conceituados autores. Depois de oito paradas cardíacas, morreu, às 8h, o jornalista, escritor e teatrólogo Nelson Rodrigues (foto ao lado). Em 1939, ele viu sua primeira peça ser encenada, A Mulher Sem Pecado, pela qual recebeu favoráveis críticas de intelectuais como Manuel Bandeira e Álvaro Lins. Mas foi com Vestido de Noiva, de 1941, que Nelson Rodrigues estabeleceu um marco decisivo na história do teatro nacional. O teatrólogo será sepultado hoje, às 11h, no cemitério São João Batista, no Rio.

***

Cópia da notícia da ZH de hoje, notícia originalmente publicada em 22 de dezembro de 1980. A foto não é a mesma que apareceu no jornal, mas é o Nelson ali, isso que importa.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

tempo, modo e aspecto

três coisas que não necessariamente verbais


aspecto


"não necessariamente" não necessariamente significa não, ou seja, não preciso me abster de falar de verbos. não que tenha muita coisa pra falar. na verdade é bem pouco: fiquei surpreso com o fato de que no verbete de "aspecto" no dicionário priberam não tem nada a respeito de aspecto verbal. nada de mais, afinal é só um dicionário dentre milhares, sendo que nenhum é perfeito. pronto. só isso.


de algumas das aulas que tive na oficina de teoria e percepção musical: o modo grego jônio deu origem ao modo maior atual e o modo grego eólio deu origem ao modo menor atual. (wtf?) até aí eu entendo. mas quem vai me explicar, agora, o porquê de canções cujo modo é o menor parecerem tão mais bonitas ao meu ouvido?

tempo

sim, o tempo é relativo. ontem mesmo eu estava no dia quatorze, quarta-feira, ansioso com a proximidade da estréia da peça ( vide. ) hoje já é dia 27 e a temporada chegou ao fim. sinto como se as duas últimas semanas tenham sido um período suspenso na minha vida, deslocado dos períodos comuns. um período que, enquanto durou, fez com que eu me sentisse diferente de mim mesmo, uma outra pessoa. não estou querendo dizer que senti como se fosse meu personagem: não é isso. eu era eu, mas um outro eu que não eu mesmo. como explicar se nem eu consigo entender? o que sei é que o tempo passou tão rapidamente que passou e eu nem vi passar. eu estava suspenso. agora sinto como se tivesse sido atirado novamente ao chão.

domingo, 19 de setembro de 2010

apenas uma atualização

Hoje concluímos a primeira semana da temporada d'Os Fuzis. E concluímos de casa cheia. Ver a platéia lotada e, além disso, ver que as pessoas estão gostando gera uma satisfação imensa. Saber que semana que vem já é a última já deixa uma sensaçãozinha de saudade... Enfim, toquemos pra frente!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

foi.

Quando decidi escrever algo sobre a estréia, comecei a pensar e percebi que é como se eu estivesse tentando explicar o inexplicável, descrever o indescritível. Cada apresentação, para mim, é como se eu estivesse pisando no palco pela primeira vez. Senti aquele nervosismo de sempre, aquela sensação de quando o carro da montanha russa está subindo, prestes a despencar, o medo por ter certeza de que ele despencará inevitavelmente.


E despencou. E despencou em alta velocidade. O carro pareceu andar tão rapidamente que a adrenalina foi muito intensa. Com descidas, subidas e loops, a estréia foi emocionante. E o melhor de tudo é que a emoção foi transmitida para o público. E disso me alegro muito: ser um dos responsáveis pela transmissão da força e da emoção de um texto como o d'Os Fuzis é algo sem palavras.

Agora é tocar pra frente, com bastante energia, que ainda temos uma temporada inteira pela frente.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Agora em temporada


Pois: hoje, às 21h na sala 504 da usina do gasômetro estréia Os Fuzis da Senhora Carrar.

http://fuzisdacarrar.blogspot.com/

Depois de vários tropeços, estou concluindo o nível intermediário da escola de teatro do neelic. Sei que sou suspeito, mas não consigo evitar dizer que a peça está linda e que todos devem assistir.

Aí vai uma foto de que gostei bastante. Nela estão Pedro Jáqueras e Carmen Carrar.


Como diria P. Jáqueras, personagem da peça: Hoje é que tudo se decide, agora preciso ir.

A peça fica em cartaz de 15 a 26 de setembro, às 21h em quartas, quintas e sextas, e às 20h em sábados e domingos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Goran, Beckett, Brecht

No ano passado o poa em cena me proporcionou vários bons espetáculos por dez reais. Voca People, Luisa se estrella contra su casa, Quartett, Antes do Café são alguns deles. Dia 8 foi a "estréia" do em cena 2010. Goran Bregovic e a Weddings and Funerals Orchestra foi, penso, o ponto alto da semana que passou.

Dentre as inúmeras qualidades da trupe, muitas das quais podem ser conferidas no youtube ou mesmo no site oficial do G. Bregovic, destaco a que mais me deixou fascinado fora o talento de todos, qual seja a descontração dos integrantes. Sem que seu trabalho fosse prejudicado, todos os músicos estavam à vontade, conversando entre si, rindo, comunicando-se com a platéia. Não posso deixar de mencionar também que duas horas e meia de show sem cansar o público não é pra qualquer um. Eu, que facilmente me canso - como já comentei no post sobre O Sobrado -, estive disposto o tempo inteiro.

Ontem vi Happy Days. Foi uma experiência interessante, mas muito tediosa. Adriana Asti é incrível; os textos do Beckett, absurdos. Enfim, as imagens eram muito ricas, mas a falta de ação é de deixar qualquer um com tédio.

Quarta-feira, então, eu e meus colegas do neelic estrearemos com Os Fuzis da Senhora Carrar (Bertolt Brecht). Acho que já comentei algo a respeito da peça aqui no blog, mas enfim, é uma peça muito bonita. Hoje fizemos as fotos, acho que ficaram ótimas, espero recebê-las o quanto antes. Também não vejo a hora de chegar o dia da estréia.

Obs.: O blog d'Os Fuzis foi atualizado hoje mesmo. O link está ali nos relacionados. Vale a pena dar uma olhada.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cousas

Passei um tempo sem atualizar o blog e quando venho postar algo é só pra dizer que postei. Bem, ele não foi criado para ficar desatualizado, portanto vou tentar postar com mais freqüência. O problema é que coisas acontecem.

1. Quatro ensaios me separam da estréia d'Os Fuzis, o que significa que a coisa está tensa. Quando for oportuno, posto mais informações relacionadas, mas por enquanto fica o link para o blog da peça, que, a partir de agora, também está nos relacionados ali à direita e cujo texto inaugural é meu.
http://fuzisdacarrar.blogspot.com/

2. A disciplina de Lógica do curso de filosofia tem me dado bons momentos. Há um tempinho eu não exercitava minhas capacidades mais objetivas. O bom da lógica é que ela é uma coisa que está intimamente relacionada com a matemática, mas também faz interface com a semântica. Além do mais, desenvolve o raciocínio que é uma beleza.

3. As disciplinas da Letras têm sido satisfatórias: Fonologia, Semântica, Crítica Literária, Italiano IV, Literatura Portuguesa me fazem ter vontade de ir pra aula. O curso de teoria literária aplicada a textos em ingles do PAG (Programa de Auxílio à Graduação) é também motivador. Até a faced (alguém me lembra de escrever alguma coisa sobre a faced um dia; o assunto dá pano pra manga) está interessante. A única exceção é Sintaxe: as aulas são paradas e o normativismo rola solto... teoria gerativa pra quê, não é mesmo? Estou pensando seriamente em largar e pegar professor diferente no ano que vem. Vale a pena? Provavelmente não. Só sei que a situação é triste.

4. Já estou tocando Trovador ao Luar decentemente no piano, mas ainda sou uma tartaruga para ler partituras. As aulas de Teoria e Percepção Musical no IA (Instituto de Artes da ufrgs) têm sido melhores. À exceção da parte relativa a compassos, a professora explica bem as coisas.

5. A professora de francês anda me castigando muito por não fazer o dever de casa. Eu só acho que a minha rotina é algo particular, ela não tem nada que ficar pedindo pra eu contar como são meus dias. É ou não é? (he)

Poderia escrever mais algumas besteiras e não besteiras, mas o mais sensato no momento é correr pra cama que amanhã tem ensaio.

domingo, 8 de agosto de 2010

Sobre a mostra de exercícios

(ver post relacionado)

À exceção das coisas que deram errado, deu tudo certo. O que eu quis dizer com isso: o resultado foi, na minha opinião, positivo. As cenas do círculo de giz funcionaram quase perfeitamente, incluindo os elementos adicionados de última hora, como as aparições do Pato Donald de pelúcia. Não me atrapalhei com as falas durante as cenas Simão/Grucha, e conseguimos encobrir os poucos erros nas falas na cena da Mulher do Governador. Os colegas da outra turma estavam lá para fazer tudo ficar melhor ainda: as cenas deles estavam ótimas. No geral, o público pareceu ter gostado.

Não bastasse isso, ainda tive um daqueles momentos únicos. Momentos de que dificilmente se esquece. Foi quando concluímos a cena da Mulher do Governador. Na cena, Simão (meu personagem) tenta, com urgência, tirar Natella Abashvíli (esposa de um governador da Geórgia) do palácio por causa das rebeliões, ao passo que ela só está preocupada em colocar os vestidos na mala para a viagem. Essa cena nos deu, nos ensaios, muito mais trabalho do que qualquer outra, por causa de seu ritmo: tudo devia ser muito rápido para passar a idéia de urgência e desespero. Agora, ao tentar lembrar da cena toda na apresentação, não consigo lembrar de muita coisa, só tenho o sentimento de que foi algo muito intenso e efêmero. Lembro, sim, de tudo o que aconteceu depois. Saí do palco carregando a Lu (Natella) como se fosse um saco de batatas. Ao colocá-la no chão, atrás das cortinas, senti como se todo aquele desespero da cena estivesse querendo explodir dentro de mim: não conseguia parar de tremer. Penso que a isto foi somada a euforia de ter concluído aquela cena com êxito, aumentando ainda mais a tremedeira. Não lembro de alguma outra vez em minha vida ter sentido algo com semelhante intensidade.

É por essas e outras que cada vez mais não consigo pensar na minha vida dissociada do teatro. É difícil não esboçar um sorriso ao lembrar do momento: eu largando a Lu no chão e começando a tremer, enquanto ela, estática e rindo, sussurrava: Pedro, deu certo!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sobrado

Ontem tive dor nas costas. Dor nas costas de tanto estar sentado. O novo (e último) filme do Shrek é ótimo, mas mesmo assim eu cansei. É penoso, para mim, ficar sentado dentro de uma sala de cinema por duas horas. Pior ainda, no mesmo dia, mais duas horas sentado em um teatro.

Mesmo não tendo sido muito confortável, ter tido dor nas costas não foi em vão. Como já disse, o filme foi ótimo. A peça que vi, O Sobrado, foi impecável. Há tempos não assistia a algo tão bom no teatro. Sou meio avesso a adaptações de livros, e a experiência que tive com a minissérie O Tempo e o Vento foi muito pior do que eu esperava: o sobrado não se parecia nem um pouco com aquilo que eu tinha imaginado e, em nenhum instante, o Tarcísio Meira convenceu como Capitão Rodrigo. E talvez tenha sido por isso que, ao ouvir pela primeira vez, no ano passado, que um certo grupo Cerco estava apresentando uma montagem inspirada n'O Tempo e o Vento, não tive muita vontade de ir assistir. Acabei mudando de idéia ao saber das opiniões de amigos, sem falar dos comentários positivos de Luis Fernando Verissimo e de Maria da Glória Bordini.



O Sobrado é o último capítulo (cronologicamente falando) d'O Continente, primeiro livro d'O Tempo e o Vento (Erico Verissimo). A peça, apesar de homônima ao capítulo, não se restringiu a acontecimentos apenas d'O Sobrado, mostrando, em um plano do passado, acontecimentos de outros capítulos. Cenas envolvendo a personagem Bibiana, como seu último encontro com o Capitão Rodrigo (em que ele lhe pede que frite uma lingüiça para esperá-lo), seus conflitos com a nora Luzia e a morte do filho ajudaram a compor a personagem, que, de outra forma, seria apresentada apenas como uma "velha caquética" que fica se balançando na cadeira de balanço. O roteiro fragmentadíssimo, como o livro - o próprio capítulo O Sobrado é apresentado em fragmentos -, foi extremamente fiel à obra de Erico, o que pressupõe profundidade do grupo ao estudar o texto.



Os atores estavam ótimos, em especial Isandria Fermiano (Maria Valéria) que representou muito bem a personagem que, para mim, é a grande personagem feminina d'O Tempo e o Vento. Também o cenário, ou melhor, sua ausência estava adequada: a montagem me fez ver o sobrado da forma como eu o tinha imaginado. Ademais, a simplicidade (apenas aparente, pois nada é simples na montagem de uma peça) em tudo era fascinante: tecidos brancos que transformavam-se em qualquer coisa, a música tocada pelos atores, a luz vermelha para o plano da memória etc.



Fiquei quase duas horas sentado, mas nem a dor nas costas me deixou menos interessado no que ocorria em cena. A esta peça eu assistiria uma outra vez, certamente. Além do mais, ela deixou em mim muito mais forte o sentimento de que preciso reler o quanto antes a grande obra de Erico (e também meu romance predileto). Como disse Luís Franke (o ator que interpretou Fandango) após o final da peça, Viva Erico Verissimo!

sábado, 24 de julho de 2010

Eventos Teatrais

Pois bem, depois de alguns meses trabalhando na peça Círculo de Giz Caucasiano (Bertolt Brecht), no mês passado resolvemos eu e meus colegas de grupo do neelic abandonar o Círculo e partir para outra. Motivo? Bem, quem leu a peça (e a quem não leu, sugiro que leia) sabe que possui inúmeros personagens (não tenho o número certo. chuto uns setenta) e o nosso grupo é composto por cinco pessoas. havíamos resolvido o assunto cortando vários elementos, cenas, personagens e ainda teríamos um(a) ator/atriz convidado(a). Dessa forma eu faria nada menos do que seis personagens, o que é completamente possível, mas me assustava um pouco. São eles: Príncipe Gordo, Simão Chachava, Hoteleiro, Camponês, Frade e Cunhado (originalmente Cunhada). Tudo andava tranqüilamente e talvez esse tenha sido o problema. No ritmo em que vínhamos ensaiando, não conseguiríamos fazer nossa estréia marcada para a terceira semana de setembro (adiar seria inviável, visto que já havíamos mudado a data, originalmente terceira semana de julho). Como um agravante, o clima dos ensaios havia ficado bastante tenso nos últimos dias, resultado da preocupação com a falta de tempo para cumprir nosso objetivo.

Toda essa história para chegar a duas coisas:

Primeiro: estamos trabalhando agora numa peça, também do Brecht, chamada Os fuzis da Senhora Carrar, muito mais adequada à nossa situação, menos personagens, menos complexidade de fábula, mas nem por isso menos interessante. A situação de uma mulher que resiste a aceitar a guerra (Espanha, 1936) é emocionante e deixou-nos todos motivados. Estrearemos, portanto, na terceira semana de setembro.

Segundo: o trabalho feito com o Círculo não será posto fora. Além de termos aprendido muito com a experiência, teremos oportunidade de mostrar o trabalho em uma mostra de exercícios. Apresentaremos algumas das cenas do Círculo em que já havíamos trabalhado. Será uma apresentação de cenas de três turmas do neelic, com duração aproximada de 1h30. Portanto, fica a dica: Dia 06 de agosto às 20h na Sala Álvaro Moreyra, apresentação de cenas do Círculo de Giz.

P.s.: Sobre o Círculo de Giz Caucasiano: A protagonista Grucha acolhe Miguel Abashvíli, bebê abandonado pela mãe Natella Abashvíli, mulher de um governador da Geórgia. A história segue Grucha mostrando as dificuldades por que passa para proteger o menino. Ao final, a mãe de sangue reivindica a guarda de seu filho, sendo decidido em tribunal quem, de fato, merece ficar com a guarda de Miguel: Grucha ou Natella. Qualquer semelhança com o episódio bíblico das duas mães com o rei Salomão (Primeiro livro de Reis, capítulo três, versículos 16 a 28) não é mera coincidência.


ATUALIZAÇÃO:
complementando: de três a oito de agosto, acontecerá o "teatro de presente". apresentações e palestras com entrada franca. no link tem o cartaz com a programação. vale conferir.