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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

sobre o post anterior e otras cositas más

Pequena retificação de informações:
Não são apenas três, mas quatro linhas e meia. Digo quatro e meia, pois a linha 4 bifurca-se no meio do caminho (em linha 4 e linha 4A). Claro que pode-se pensar o inverso, ou seja, as linhas 4A e 4 unem-se em linha 4. De qualquer modo, acho válido dizer quatro linhas e meia.
E a questão das estações verdes, vermelhas e verdes e vermelhas, isto só ocorre nas linhas 2, 4 e 5 e apenas em horários mais movimentados. Na 1 (e também na 2, na 4 e na 5 em horários calmos) os trens param em todas as estações. E sobre a linha 3, caso alguém tenha estranhado o fato de eu não ter dito nada sobre ela: não há o que se dizer sobre ela, a linha 3 não existe, não me perguntem a razão de isto se dar.

Pequena adição de informações:
No final de 2009 três novas estações foram inauguradas. A linha 1, que ia até a estação Escuela Militar, agora chega até Los Dominicos, ponto mais oriental da cidade que se pode chegar de metrô. A linha 5 também ganhou recentemente novas estações - quatro, para ser exato -, chegando a Pudahuel, mais ao leste de Santiago. E estão sendo construídas mais sete estações na linha 5, que chegará até Plaza de Maipu; a previsão de início de funcionamento é dezembro deste 2010. Não tem como comparar com o nosso triste caso de Porto Alegre, que, há anos, precisa de uma rede de metrô mais eficiente. As novas são que, após um ano e sete meses, temos 64% da obra concluída, que, quando pronta, terá 4 novas estações e chegará até Novo Hamburgo. Não há dúvida de que é um grande progresso, mas está longe de estar bom. E a tão sonhada linha 2 parece continuar não passando de sonho.

Pequena ratificação de informações:
Só ratifico que o Metrô de Santiago é muito eficiente, a ferrovia é um meio de transporte público no qual vale a pena investir - acho que isso não é novidade a ninguém. Teremos, para a copa em 2014, faixas de trânsito rápido para ônibus na Assis Brasil, na Protásio, na Bento também - penso que seja isso, não sei de todos os detalhes. Acho muito válido investimento para melhoria do transporte público rodoviário, que também é triste em Porto Alegre, mas um sistema de metrô como o de Santiago definitivamente é algo em que deveríamos nos espelhar.

E sobre São Paulo: nunca fui, mas sei que o metrô é bastante desenvolvido, o que já é um ponto positivo, um passo a frente. Se há superlotação (o que também ocorre em Porto Alegre, seja no trem ou no ônibus) são outros problemas, outros quinhentos ou, como se diria em Portugal, são outros trinta.

Fica o vácuo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

hum, dois

hum

há pouco tive uma epifania. é o seguinte: desde os tempos da escola, a sintaxe atazana minha mente. sempre tive um bloqueio com o que diz respeito a período composto, seja ele por coordenação ou por subordinação. aliás sempre dizia que nada de útil tinha toda essa classificação esdrúxula. e não é que, ao ler, na gramática de Cunha e Cintra, que uma oração predicativa pode assumir o lugar de um predicativo, tudo ficou claro subitamente? o mais engraçado é que, por muitos anos, eu quis entender isso e não consegui (querer não é poder) e agora, já conformado com o fato de que eu nunca entenderia, a luz se fez, fiat lux!

pois bem: se não encontraste a luz ainda, não desanimes! ou desanima... quem sabe não a encontras sem querer escondida num beco que pensavas ser sombrio.

p.s.: continuo sem achar utilidade para tais classificações.

dois

descobri um negócio deveras interessante: existe uma música chamada gurizada medonha. há alguns dias a expressão me veio à cabeça e, não sei por que razão, nela se instalou. hoje resolvi colocar no google, como fiz com abobado(a) da enchente, para ver o que descobriria de interessante. pesquisar abobado da enchente já foi enriquecedor (!), mas saber que existe um rock no mundo chamado gurizada medonha me rendeu algumas boas gargalhadas.

expressões gauchescas: as mais afudê. (não se usa gurizada medonha no resto do país, não é?)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

tempo, modo e aspecto

três coisas que não necessariamente verbais


aspecto


"não necessariamente" não necessariamente significa não, ou seja, não preciso me abster de falar de verbos. não que tenha muita coisa pra falar. na verdade é bem pouco: fiquei surpreso com o fato de que no verbete de "aspecto" no dicionário priberam não tem nada a respeito de aspecto verbal. nada de mais, afinal é só um dicionário dentre milhares, sendo que nenhum é perfeito. pronto. só isso.


de algumas das aulas que tive na oficina de teoria e percepção musical: o modo grego jônio deu origem ao modo maior atual e o modo grego eólio deu origem ao modo menor atual. (wtf?) até aí eu entendo. mas quem vai me explicar, agora, o porquê de canções cujo modo é o menor parecerem tão mais bonitas ao meu ouvido?

tempo

sim, o tempo é relativo. ontem mesmo eu estava no dia quatorze, quarta-feira, ansioso com a proximidade da estréia da peça ( vide. ) hoje já é dia 27 e a temporada chegou ao fim. sinto como se as duas últimas semanas tenham sido um período suspenso na minha vida, deslocado dos períodos comuns. um período que, enquanto durou, fez com que eu me sentisse diferente de mim mesmo, uma outra pessoa. não estou querendo dizer que senti como se fosse meu personagem: não é isso. eu era eu, mas um outro eu que não eu mesmo. como explicar se nem eu consigo entender? o que sei é que o tempo passou tão rapidamente que passou e eu nem vi passar. eu estava suspenso. agora sinto como se tivesse sido atirado novamente ao chão.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Enuveado

Assisti domingo a O Capote, do neelic. A montagem me deu vontade de reler a novela de Gógol que deu origem à peça, mas como não a tenho, apelei para uma outra novela, cuja protagonista me lembra muito o Akaki. Reli, hoje, Bartleby, o escrivão, de Melville e tive uma experiência tão melancólica quanto a da primeira leitura, senão mais.

E se eu achasse melhor não fazer nada além de encarar uma parede vazia pelo resto da vida? Alguém tem o direito de deliberar em meu lugar? O mundo tem o direito de dizer o que devo e o que não devo fazer para ser feliz? O mundo tem o direito de dizer que devo ser feliz? E se eu achasse melhor não ser feliz? Haveria algo de errado em mim ou haveria algo de errado em todos os que pensam que há algo de errado em mim? Se alguém não vê o mundo da forma como nós o vemos, temos nós o direito de chamar esse alguém de louco e enclausurá-lo para o resto da vida?